Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram registros do senador e candidato a governador Efraim Filho (PL) ao lado de parlamentares e do senador Weverton Rocha (PDT-MA) — investigado em um esquema de fraudes e desvios de aposentadorias do INSS. De acordo com informações apuradas pela revista piauí, a foto, obtida do celular de Weverton, mostra os políticos reunidos na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina (DF) pertencente ao advogado Willer Tomaz, suspeito de lavar dinheiro do esquema.
O encontro ocorreu durante o feriado de Tiradentes de 2023 e foi articulado em um aplicativo de mensagens apelidado de “Grupo Seleto”. Além do senador paraibano, a presença da família no evento foi confirmada por meio das redes sociais: Carol Morais, esposa de Efraim Filho e segunda suplente do candidato a senador Marcelo Queiroga (PL), aparece em registros na academia da propriedade ao lado das esposas de outros parlamentares presentes na reunião.
O inquérito aponta que empresas de Willer transferiram cerca de 11 milhões de reais para Samya Rocha, a mulher de Weverton. Também há indícios, segundo a PF, de que a casa onde o senador mora, no Lago Sul, foi comprada por Willer – que, além disso, bancava suas contas de luz, telefone e cartão. A Polícia Federal, diante desses elementos, suspeita que Weverton e Willer tentavam “ocultar ou dissimular a origem” de dinheiro obtido ilegalmente. A hipótese foi apresentada na petição que a PF enviou ao ministro do STF André Mendonça, e que fundamentou a operação desta semana. A fotografia não foi mencionada, mas está sob análise dos investigadores, que tentam descortinar a teia de interesses por trás do esquema e o que pode ter resultado da intimidade entre o advogado e o seleto grupo de homens públicos.
Em nota divulgada à imprensa na terça-feira (4), Willer Tomaz afirmou que só foi alvo da PF porque emprestou sua aeronave para Weverton Rocha, “em caráter estritamente particular”. Disse que não é formalmente investigado pela Polícia Federal – fato contestado por fontes da PF ouvidas pela piauí. Na nota, o advogado diz não ter “qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários”. Weverton Rocha, por sua vez, disse ter recebido a operação “com tranquilidade” e que “todas as movimentações [financeiras] mencionadas [no inquérito] são fruto de atividades profissionais e empresariais”.































