PF investiga malas que não passaram no raio-X em voo com Hugo Motta

Caso envolve o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira; investigação corre sob sigilo no STF

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas que não passaram pelo procedimento de inspeção por raio-X, em um voo que transportava o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. O caso já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e tramita sob sigilo.

O episódio teria ocorrido em abril de 2024, no retorno de uma viagem à Ilha de São Martinho, destino considerado paraíso fiscal e conhecido por suas atividades ligadas a cassinos.

De acordo com as investigações, as bagagens teriam sido liberadas sem passar pelo controle obrigatório no desembarque, o que levantou suspeitas de possíveis irregularidades. A apuração busca esclarecer se houve facilitação na entrada de itens no país sem a devida fiscalização.

O voo foi realizado em um jatinho particular pertencente ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, que atua no setor de apostas online. Também estavam na aeronave os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

“A investigação busca esclarecer como as malas entraram no país sem passar pelo procedimento obrigatório de inspeção.”

Por envolver autoridades com foro privilegiado, o caso foi encaminhado ao STF, onde seguirá sob análise. A investigação continua em andamento.

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