Houve ontem, segunda-feira, 17, um debate na TV Master. O governador Lucas Ribeiro não participou. Enviou nota para a produção da TV, justificando o motivo.
E, pasmem, sua ausência acabou sendo o fato político mais importante da noite.
Nos debates anteriores, ficou cada vez mais evidente uma espécie de tabelinha entre Cícero Lucena e Efraim Filho.
A estratégia clara: uma disputa de dois contra um.
Só que, ontem, o terceiro jogador não entrou em campo.
Sem Lucas, o “entrosamento” dos outros dois, desandou, perdeu o sentido.
Cícero e Efraim, desprevenidos, ficaram sem o adversário em torno do qual haviam construído boa parte da dinâmica dos debates anteriores.
E o que deveria ser um confronto político, apresentação de propostas, acabou assumindo um clima de “pegos em flagrante”: sem o alvo de sempre, a estratégia perdeu a razão de ser.
O debate virou um acontecimento constrangedor.
A ausência de Lucas produziu um efeito evidente: mostrou o quanto ele está presente eleitoralmente na campanha.
Acabou expondo, com a sua momentânea impossibilidade, a real diferença de tamanho entre os concorrentes.
Lucas Ribeiro não precisou responder ataques, não precisou rebater acusações, não precisou disputar espaço.
E, ainda assim, dominou completamente o debate.
Às vezes, na política, vencer não é falar mais.
É fazer as pessoas perceberem, mesmo na falta, quem tem mais importância.






























