O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, no âmbito da Operação Transparência, da Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares entre os anos de 2024 e 2026.
De acordo com a decisão, as investigações apontam que, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Valdemar teria participado da definição do destino de recursos públicos destinados a diversos municípios brasileiros. Para o ministro, documentos apreendidos, planilhas e mensagens obtidas durante a investigação indicam uma possível atuação do dirigente partidário em atribuições que caberiam exclusivamente a parlamentares.
Segundo a Polícia Federal, servidores ligados à liderança do PL atuariam na operacionalização das indicações orçamentárias, encaminhando pedidos de inclusão de emendas por meio de funcionários da Câmara dos Deputados. Entre os materiais reunidos pela investigação estão conversas que tratariam da destinação de recursos, incluindo uma emenda de R$ 24 milhões voltada ao setor de turismo.
Os investigadores apontam que, ao todo, 21 emendas parlamentares teriam sido influenciadas pelo presidente do PL, beneficiando municípios da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. O valor total das emendas sob apuração corresponde aos R$ 119 milhões que tiveram os bens bloqueados por determinação do STF.
A defesa de Valdemar Costa Neto contestou a decisão e afirmou que o bloqueio foi fundamentado em interpretações sem respaldo em provas concretas. Em nota, os advogados negaram qualquer participação do dirigente em irregularidades e sustentaram que não há elementos que comprovem sua atuação em um eventual esquema de desvio de recursos públicos.






























