Os dois primeiros debates da disputa pelo Governo da Paraíba produziram um efeito político importante: ruiu aquela tese repetida, que Lucas Ribeiro seria um candidato dependente da orientação de outras lideranças.
A realidade apresentada no confronto direto com os adversários mostrou exatamente o contrário.
O episódio envolvendo Aguinaldo Ribeiro e Efraim Filho, após o debate da TV Arapuan, acabou reforçando essa constatação.
Incluído nas acusações de Efraim, Aguinaldo reagiu com firmeza e chamou o senador de “covarde”. Pois, foi citado na ocasião, ausente, sem chance de defesa.
Efraim aproveitou a reação para insinuar que Aguinaldo seria quem “orienta” Lucas e que aceitaria debater com o “tio do governador”.
Mas os próprios debates que ocorreram, deram uma resposta absoluta para o senador bolsonarista.
Quem acompanhou os dois confrontos viu Lucas se posicionar com determinação, responder aos ataques com segurança e demonstrar conhecimento total dos temas.
Mostrou ser um candidato plenamente consciente do papel que ocupa e da capacidade de discorrer, defender e atacar.
Debate eleitoral é um ambiente de pressão.
Não basta discurso preparado: é preciso ouvir, raciocinar rapidamente, assimilar o ataque e responder à altura .
E foi justamente nesse ambiente que Lucas mostrou personalidade própria e excelente desenvoltura.
Anotem: a tentativa de colocá-lo sob a sombra de alguém mais experiente, acaba produzindo um efeito contrário.
Quanto mais Cícero e Efraim insistem nessa narrativa, mais os debates permitem ao eleitor conhecer Lucas Ribeiro.
Aguinaldo tem experiência e peso político. Mas quem esteve diante das câmeras, enfrentou os adversários e sustentou suas posições, foi Lucas.
A percepção que começa a se consolidar no meio político da Paraíba, é simples: Lucas Ribeiro não está entrando nessa disputa como coadjuvante de ninguém. Está construindo a própria candidatura, com voz, personalidade e independência.































