Lula sanciona lei que proíbe auxílio-reclusão a dependentes de presos ligados a facções

Medida faz parte da Lei Antifacção, que endurece penas para integrantes do crime organizado

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Antifacção, que impede o pagamento de auxílio-reclusão aos dependentes de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) presos por envolvimento com organizações criminosas, grupos paramilitares ou milícias privadas.

A legislação foi sancionada em 24 de março de 2026 e integra um conjunto de medidas voltadas ao combate ao crime organizado no Brasil. O texto também prevê penas mais severas para integrantes de facções, regras mais rígidas para progressão de regime e mecanismos para facilitar o bloqueio e a apreensão de bens ligados às atividades criminosas.

O auxílio-reclusão é um benefício previdenciário destinado aos dependentes de segurados de baixa renda que estejam presos e cumpram os critérios exigidos pela legislação. O pagamento não é feito diretamente à pessoa presa.

Durante a cerimônia de sanção, Lula defendeu a restrição ao benefício e afirmou que a prática de crimes também traz consequências para os familiares dos envolvidos. A medida, porém, gerou críticas de entidades que representam familiares de pessoas presas, que apontam possíveis impactos sobre crianças e outros dependentes que não participaram dos crimes.

A Lei Antifacção entrou em vigor após a sanção presidencial e estabelece novas regras para o enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

Artigo anteriorJustiça mantém gratuidade no transporte intermunicipal para pessoas com autismo na Paraíba
Próximo artigoApós Lula ser eleito, fundador dos Caminhoneiros Solidários anuncia fim de ações sociais

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui