O senador Flávio Bolsonaro (PL) retirou de uma carta publicada nesta quarta-feira (28) o trecho em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, ele passou a se definir como “líder do Brasil”, após a repercussão da declaração feita depois de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
A primeira versão da carta foi divulgada por aliados e compartilhada nas redes sociais. No texto, Flávio contestava o resultado das urnas e afirmava ter sido vítima de uma suposta fraude eleitoral. Após a repercussão, o senador alterou o documento e retirou as referências em que reivindicava o título de presidente eleito.
Apesar da mudança, o parlamentar manteve as acusações contra o processo eleitoral e críticas a autoridades do Judiciário. A carta, porém, não apresenta provas que sustentem as alegações de fraude. Flávio também afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos, para onde viajou com a família.
A alteração ocorreu três dias após a vitória de Lula no segundo turno, em 25 de outubro. Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%.
Mesmo após retirar a expressão “presidente eleito”, Flávio mantém o discurso de contestação ao resultado e afirma que continuará mobilizando seus apoiadores contra o governo reeleito.






























