O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, divulgou uma carta nesta quarta-feira (28) na qual se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, ele acusa o processo eleitoral de fraude, critica a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que pretende continuar atuando politicamente a partir dos Estados Unidos.
Na carta, Flávio questiona o resultado da votação e a prorrogação do horário eleitoral em algumas seções. Também acusa a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e afirma que buscará a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. No texto divulgado, porém, não apresenta provas que comprovem a alegação de fraude.

O senador também justifica sua ida aos Estados Unidos afirmando que estaria sendo alvo de perseguição política. Segundo ele, a mudança foi uma forma de proteger a família e continuar se posicionando publicamente. Flávio ainda compara sua situação à de figuras históricas que atuaram politicamente no exílio e promete divulgar uma estratégia de mobilização da oposição.
A declaração ocorre dois dias depois de o Partido Liberal (PL) reconhecer oficialmente o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido o esclarecimento de questionamentos levantados durante a disputa.
De acordo com os dados divulgados pelo TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%, e terminou a disputa em segundo lugar.
Ao final da carta, Flávio afirma que pretende liderar a oposição a partir do exterior e convoca apoiadores a permanecerem mobilizados por meios que classifica como pacíficos e legítimos. Ele também pede que instituições brasileiras e a comunidade internacional acompanhem os acontecimentos no país.






























