A PEC que prevê o fim da escala 6×1 enfrenta um novo impasse no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem defendido mudanças na proposta aprovada pela Câmara dos Deputados antes de dar andamento à sua tramitação.
Entre os pontos discutidos estão sugestões apresentadas por empresários e pela oposição, incluindo a possibilidade de flexibilização da jornada de trabalho por meio de acordos individuais entre empregadores e trabalhadores. Outra proposta em análise é manter a escala 6×1 para determinados setores da economia, especialmente os ligados à prestação de serviços.
Além das alterações no texto, Alcolumbre também aguarda uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a definição de um relator para a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), fatores considerados decisivos para o avanço da proposta.
A PEC aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 42 horas e garante duas folgas semanais sem redução salarial. Caso o Senado faça alterações, o texto precisará retornar à Câmara para uma nova votação, o que pode atrasar sua aprovação definitiva.
Diante das divergências políticas e da pressão de diferentes setores, a expectativa é que o debate sobre o fim da escala 6×1 se estenda pelas próximas semanas no Congresso Nacional.





























