OPINIÃO – Depois de declarações confusas contra o Partido dos Trabalhadores da Paraíba, que decidiu, após orientação da direção nacional, apoiar o governador Lucas Ribeiro, o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena surge em um movimento constrangedor: sobe no palanque do prefeito Bruno Cunha Lima, apoiador do seu adversário, Efraim Morais.
A imagem construída é a de alguém que perdeu o eixo da própria base e agora tenta, a qualquer custo, se manter politicamente vivo.
Ao atacar o PT e, logo em seguida, dividir espaço em solenidade com aliados de um adversário, Cícero transmite uma mensagem clara: está disposto a pisar onde for possível, mesmo que isso implique contradição e mal-estar público.
É aí que entra a percepção mais forte: desespero.
O ambiente não lhe pertence, o anfitrião tem outra preferência e, ainda assim, ele insiste em estar ali, tentando sorrir para fotos que não são suas.
Na política, gestos falam mais que discursos. E os últimos movimentos de Cícero Lucena não sinalizam articulação, mas sim fragilidade.
É o isolamento disfarçado de presença.





























