PF prende ex-presidente do BRB citado no caso do Banco Master

Investigação aponta irregularidades em negócios com instituição financeira privada e uso de fundos para ocultar recursos

Foto: Rafael Lavenère

A Polícia Federal (PF) confirmou, nesta quinta-feira (16), a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga suspeitas de irregularidades na condução de práticas de governança que teriam facilitado a realização de operações financeiras sem respaldo adequado entre o banco público e o Banco Master.

Segundo as investigações, Paulo Henrique Costa é suspeito de adotar medidas que teriam permitido a concretização de negócios considerados de alto risco e sem lastro financeiro consistente. As apurações indicam que essas operações levantaram alertas sobre a solidez e a transparência das transações realizadas à época.

Outro alvo da operação foi o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável pela administração de fundos utilizados, de acordo com a PF, para dificultar o rastreamento de recursos de origem ilícita. A atuação desses fundos é vista pelos investigadores como uma estratégia para ocultar movimentações financeiras suspeitas.

A Operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou sua primeira fase. Na ocasião, Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo por decisão judicial e, posteriormente, desligado da presidência do BRB.

O caso também se relaciona com a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a operação, após mais de cinco meses de análise. O negócio, anunciado em março daquele ano, já enfrentava resistência no mercado financeiro, especialmente devido ao modelo de captação adotado pelo Banco Master e à qualidade de parte de seus ativos, considerados de maior risco.

A nova fase da operação reforça o aprofundamento das investigações sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro e o uso de estruturas complexas para viabilizar transações sob suspeita. A Polícia Federal segue apurando o caso e não descarta novas medidas no decorrer das investigações.

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