Desfile em homenagem a Lula gera avalanche de ações da oposição no TSE e na PGR

Após apresentação da Acadêmicos de Niterói, parlamentares e partidos anunciam medidas por suposta propaganda antecipada

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a reação de parlamentares da oposição e provocou uma série de anúncios de ações judiciais e representações em diferentes órgãos.

Antes mesmo da apresentação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia recebido duas representações por suposta propaganda eleitoral antecipada, protocoladas pelo Partido Novo e pelo Partido da Missão, além de iniciativa do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

Após o desfile, ao menos outras 12 medidas foram anunciadas por deputados, senadores e partidos, envolvendo pedidos na Procuradoria-Geral da República (PGR), ações eleitorais e representações por suposta ofensa religiosa.

Medidas anunciadas

Entre as iniciativas divulgadas estão:

  • Notícia-crime na PGR apresentada pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), por possível vilipêndio religioso;
  • Notícia-crime na PGR anunciada pelo senador Magno Malta (PL-ES), com base na Lei 7.716/1989;
  • Pedido de providências no TSE feito pelo senador Jorge Seif (PL-SC), para apurar eventual promoção antecipada e uso de verba pública;
  • Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) com pedido de inelegibilidade anunciada pelo Partido Novo;
  • Representação no Ministério Público e anúncio de futura ação eleitoral pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), por suposto abuso de poder político e econômico;
  • Providências judiciais comunicadas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN);
  • Medida judicial por preconceito religioso anunciada pelo governador Romeu Zema;
  • Ação judicial prometida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência;
  • Avaliação de medidas pelo deputado Zucco (PL-RS);
  • Pedido do Partido Liberal (PL) para acesso às contas da escola;
  • Anúncio de ação eleitoral pelo PL para apurar possível propaganda antecipada, abuso de meios de comunicação e uso indevido de recursos públicos.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que, na avaliação do partido, houve propaganda eleitoral antecipada financiada com dinheiro público — tese que deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral.

Defesa do PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) sustenta que o desfile integra uma manifestação artística autônoma, sem coordenação ou financiamento partidário.

Segundo a legenda, não houve pedido explícito de voto — elemento considerado essencial pela jurisprudência eleitoral para caracterizar propaganda antecipada irregular. O partido também afirma que decisões anteriores da Justiça Eleitoral não apontaram ilegalidade em situações semelhantes.

As representações deverão ser analisadas pelo TSE e pela PGR, que decidirão se há elementos para abertura de investigação ou eventual responsabilização.

Artigo anteriorTJPB mantém condenação da Unimed João Pessoa por negar tratamento psiquiátrico a paciente grave
Próximo artigoNikolas Ferreira usou jatinho ligado a CEO do Banco Master em agenda no Nordeste durante eleição de 2022

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui