A Viação Cabral encerrou suas atividades no transporte público de Campina Grande neste sábado (31), após 61 anos de atuação. Fundada em 1965, a empresa fez parte da história da mobilidade urbana do município e da rotina de gerações de passageiros que utilizaram seus ônibus para trabalhar, estudar e realizar atividades do dia a dia.
A história da empresa começou a partir da sociedade entre José Cabral da Silva e Hamilton de Sousa Cavalcante. No início das operações, foram adquiridos dois ônibus, conhecidos como “bicudinhos”, que começaram a circular atendendo a região da Palmeira. Posteriormente, a empresa ampliou sua frota e passou a atender diferentes bairros da cidade.
Ao longo das décadas, a Viação Cabral, também conhecida como Cabral e Santa Rosa, consolidou sua presença no sistema de transporte coletivo de Campina Grande. Em agosto de 2012, a empresa chegou a contar com 44 veículos e aproximadamente 180 funcionários, segundo registros do setor de transporte.
Redução das operações
Nos últimos anos, a empresa enfrentou dificuldades financeiras e passou por uma redução significativa de suas atividades. Em 2024, oito linhas que eram operadas pela Cabral foram transferidas para a Transnacional, integrante do Grupo A. Cândido e do Consórcio Santa Maria.
Na ocasião, deixaram de ser operadas pela empresa as linhas 500, 505, 555, 077, 092, 922, 902 e 903-B. Com a mudança, a Cabral permaneceu responsável apenas pela linha 910, conhecida como Jenipapo.
A empresa também já enfrentava um processo de recuperação judicial, conforme informações divulgadas pelo setor de transporte em 2024.
Fim de uma trajetória
O encerramento das atividades representa o fim de uma presença de mais de seis décadas nas ruas de Campina Grande. Durante esse período, os ônibus da Cabral fizeram parte da rotina de trabalhadores, estudantes e moradores de diferentes regiões do município.
A despedida também repercutiu nas redes sociais, com mensagens de passageiros e pessoas ligadas ao setor de transporte, que recordaram a trajetória da empresa e os momentos vividos ao longo dos anos.
Com a saída da operação, permanece a história de uma empresa que começou com dois ônibus em 1965 e atravessou diferentes gerações do transporte coletivo campinense.































