Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento

Essa dimensão coloca a defesa de uma Caixa 100%

A Caixa Econômica Federal é muito mais do que um dos maiores bancos do país. Há 165 anos, participa da construção do Brasil, financiando moradias, infraestrutura e saneamento, administrando recursos dos trabalhadores, pagando benefícios sociais, concedendo crédito e fazendo chegar políticas públicas a milhões de pessoas.

Essa dimensão coloca a defesa de uma Caixa 100% pública no centro da discussão sobre o projeto de desenvolvimento do país.

A revista “A Caixa que o Brasil precisa – 2027-2030”, produzida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), parte de uma premissa fundamental: discutir o futuro da instituição significa discutir os instrumentos que o Brasil terá para enfrentar desigualdades, ampliar direitos e promover o desenvolvimento.

Os números ajudam a dimensionar essa importância. Em 2025, a Caixa chegou a 157,2 milhões de clientes e estava presente, por meio de sua rede de atendimento, em mais de 98% dos municípios brasileiros. No primeiro semestre de 2026, sua carteira de crédito alcançou R$ 1,448 trilhão, dos quais mais de R$ 1 trilhão correspondiam ao crédito imobiliário.

Cumprir uma função pública e social também não é incompatível com solidez financeira. Em 2025, a Caixa registrou lucro líquido contábil recorde de R$ 16,1 bilhões.

Crédito para desenvolverUma das principais diferenças entre um banco público e uma instituição orientada prioritariamente pela rentabilidade está na possibilidade de direcionar crédito para setores, territórios e segmentos estratégicos para o desenvolvimento.

O financiamento de pequenas empresas, cooperativas, agricultura familiar, habitação, saneamento e infraestrutura gera efeitos que se espalham pela economia, com geração de emprego, renda, arrecadação e consumo.

“Essa atuação ganha importância especial em um país marcado por grandes desigualdades regionais. A Caixa tem condições de conectar crédito, políticas públicas e desenvolvimento territorial”, afirma a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen.

No primeiro semestre de 2026, as contratações para infraestrutura chegaram a R$ 8,7 bilhões, crescimento de 82,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Preservar o caráter público da Caixa significa garantir ao Estado brasileiro um instrumento capaz de orientar o crédito para objetivos econômicos e sociais que nem sempre coincidem com a busca pelo maior retorno financeiro no menor prazo”, completa Luiza.

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