Em Campina Grande, o Hospital da Criança parece ter ganhado uma nova função ao longo dos anos, servir de cenário para discursos, fotos e promessas em época conveniente. A obra, que deveria atender uma demanda urgente da população, se transformou em um roteiro repetido de inaugurações simbólicas e pouca entrega concreta.
Tudo começou na gestão de Romero Rodrigues, que deixou como legado uma estrutura incompleta, com paredes erguidas e fachada pronta, mas longe de funcionar. O tempo passou, a gestão mudou, e a promessa seguiu em pé.
Já sob o comando de Bruno Cunha Lima, o hospital voltou ao centro das atenções. Em meio ao cenário eleitoral, e com apoio do senador Veneziano Vital do Rêgo, foi anunciada a inauguração do chamado Hospital do Amor. Na prática, um ambulatório limitado, distante da estrutura hospitalar prometida à população.
Agora, mais uma vez, o mesmo terreno vira palco. Nesta sexta-feira (17), um novo capítulo foi encenado com o lançamento da pedra fundamental, como se a obra estivesse começando do zero, outra vez. O ato foi conduzido por Veneziano e reuniu, no mesmo espaço, Bruno e Cícero Lucena, mesmo estando em lados opostos da disputa política.
A imagem é simbólica, políticos que divergem nos palanques se encontram quando o assunto rende visibilidade. Enquanto isso, a população segue esperando algo mais básico que discursos, um hospital de verdade.
Entre inaugurações que não entregam, recomeços que nunca terminam e promessas recicladas, o Hospital da Criança agora chamado de Hospital do Amor, vai se consolidando não como equipamento de saúde, mas como peça recorrente no teatro da política local.





























