Diogo se diz representante de Campina, mas cidade quer saber quem é

Apoios divergentes expõem racha político na família Cunha Lima e redesenham cenário eleitoral em Campina Grande

Foto: Arquivo pessoal

Campina Grande foi escolhida para o anúncio de Diogo Cunha Lima como candidato a vice-governador na chapa de Cícero Lucena, mas o palanque ganha tons de palco, à partir de um detalhe: o “anfitrião”, igual seu irmão Pedro, não tem vinculação com a cidade há muitos anos.

A política paraibana criou uma regra na seleção de candidatos para a vaga de vice. É utilizado um equilíbrio geográfico. Porém, nesse caso, Campina contribui apenas por ter sido berço.

Diogo segue a tradição familiar: nascer, migrar, fincar raízes na capital e, de vez em quando, reaparecer, como visita, no O Maior São João do Mundo.

Se exigir comprovante de residência, o CEP indicará objetivamente Oceano Atlântico. Açude Velho ficou num passado muito distante.

É sabido que a conveniência política é capaz de produzir situações vexatórias de “cara de pau”.

Porém, o anseio hoje da cidade é conhecer, saber quem é, a pessoa que se apresenta, pasmem, como seu representante.

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