Alta de brasileiros vivendo de aluguel reforça debate sobre novas soluções para acesso à moradia, avalia Secovi-PB

O presidente do Secovi-PB destaca iniciativas em debate no Congresso Nacional

Foto: reprodução/ internet

O crescimento do percentual de brasileiros que vivem em imóveis alugados reacende o debate sobre políticas e alternativas que ampliem o acesso à moradia formal no país. Dados recentes divulgados pelo IBREP apontam que, em alguns estados, mais de 30% da população já depende do mercado de locação — um indicativo claro de mudança no perfil habitacional do Brasil.

Na Paraíba e em toda a região Nordeste, os números também seguem essa tendência de crescimento, refletindo fatores como aumento do custo de financiamento, mudanças no comportamento das famílias e maior mobilidade urbana.

Para o presidente do Secovi-PB, Érico Feitosa, o cenário exige atenção, mas também abre espaço para avanços estruturais no setor.

O Brasil está vivendo uma transição silenciosa. O aluguel deixou de ser uma solução provisória e passou a ser uma escolha definitiva para milhões de pessoas. Isso exige um mercado mais moderno, mais seguro e mais acessível”, afirma.

Segundo Érico Feitosa, um dos principais entraves ainda está na dificuldade de acesso às garantias locatícias, o que limita tanto quem deseja alugar quanto quem deseja ofertar imóveis.

O grande gargalo hoje não é apenas preço, é acesso. Muitas pessoas têm renda, mas não conseguem atender às exigências tradicionais de garantia. Por outro lado, o proprietário precisa de segurança. É aí que entra a necessidade de inovação”, pontua.

O presidente do Secovi-PB destaca iniciativas em debate no Congresso Nacional, como o modelo de aluguel consignado, como alternativas viáveis para equilibrar essa equação.

Estamos discutindo soluções que trazem mais previsibilidade e reduzem riscos, como o aluguel consignado. É uma proposta que pode democratizar o acesso à moradia, diminuir a inadimplência e dar mais segurança jurídica às relações”, explica.

Ele também ressalta que o crescimento do mercado de locação deve ser acompanhado por políticas públicas e melhorias regulatórias.

Não se trata apenas de mercado, mas de política habitacional. Precisamos enxergar o aluguel como parte da solução para o déficit habitacional brasileiro, e não como um problema. Com regras claras e mecanismos modernos, é possível beneficiar todos os lados”, completa.

O Secovi-PB defende que o momento é oportuno para ampliar o debate e construir soluções que acompanhem a nova realidade urbana do país, garantindo mais acesso, equilíbrio e segurança no setor imobiliário

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