A nova pesquisa do Instituto Seta, publicada no site Polêmica PB, ao projetar o segundo turno, reforça um cenário de possibilidade de alternância na Paraíba.
No confronto entre Cícero Lucena e Lucas Ribeiro, os números atuais são de 35,3% a 33,1%. A diferença de 2,2 pontos está dentro da margem de erro de 2,5, ou seja, há empate técnico.
Mas o que realmente chama atenção é a evolução.Na pesquisa de fevereiro, no mesmo cenário de segundo turno, os números eram:
Cícero: 34,6% e Lucas: 27%
Uma vantagem de 7,6 pontos, fora da margem de erro. Essa distância encolheu drasticamente e perdeu relevância estatística.
É importante registrar a linha do tempo. Houve fatos novos imediatamente após a divulgação dos últimos números.
De um lado, Lucas Ribeiro passou a exercer o governo, assumindo o comando do Estado. Isso amplia a visibilidade, fortalece sua imagem institucional e o coloca no centro das decisões, deixando de ser apenas uma figura de composição para se tornar protagonista.
Depois de hesitar em deixar a prefeitura da capital, Cícero Lucena fez o movimento inverso de Lucas e largou a caneta. Esse fator, na política, costuma impactar a capacidade de influência cotidiana sobre o eleitorado.
Somado a isso, há um elemento decisivo: a baixa rejeição de Lucas. Em cenários de segundo turno, isso pesa ainda mais, porque facilita a migração de votos. O eleitor que não rejeita tende a aceitar com mais facilidade uma escolha binária.
O resultado dessa combinação é claro: Lucas reduz uma diferença ampla de 7,6 pontos, encosta e transforma a disputa em um clima de virada.
Cícero ainda aparece numericamente à frente, mas já não sustenta uma vantagem segura. A sequência de pesquisas da Seta atesta que sua rejeição cria um limite de teto praticamente intransponível.
O quadro atual é direto: a Paraíba passa a viver uma disputa aberta, porém em ritmo de transformação.



























