MPT prepara campanha contra assédio eleitoral no trabalho para eleições de 2026

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores constrangem funcionários em relação à sua orientação política.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) prepara uma nova campanha de conscientização sobre o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, diante das eleições deste ano. Embora a data de lançamento ainda não tenha sido definida, o órgão já iniciou a divulgação de conteúdos informativos nas redes sociais. O objetivo é alertar trabalhadores e empregadores sobre práticas ilegais que interferem na liberdade de voto.

De acordo com o procurador Igor Sousa Gonçalves, o assédio eleitoral ocorre quando empregadores constrangem funcionários em relação à sua orientação política, seja por meio de pressão direta ou indireta. A prática pode incluir intimidações para influenciar o voto e limitar a livre manifestação de pensamento, sendo considerada uma violação de direitos fundamentais e um risco à democracia.

Nas eleições de 2022, o MPT recebeu 3.465 denúncias desse tipo de conduta, com maior concentração nas regiões Sudeste e Sul. Para este ano, cerca de 150 milhões de brasileiros devem ir às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o assédio eleitoral é proibido tanto no setor público quanto no privado, podendo ser denunciado diretamente ao MPT por meio de provas como mensagens, áudios ou registros de reuniões.

Fonte Agência Brasil

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