Grupo é condenado por usar notas falsas de R$ 200 em Campina Grande/PB

Os acusados aplicavam golpes em comércios de Campina Grande e região

Foto: Divulgação

A Justiça Federal na Paraíba condenou três homens acusados de integrar um grupo criminoso responsável por colocar em circulação cédulas falsas de R$ 200 no comércio de Campina Grande e cidades da região. A sentença foi proferida pela 4ª Vara Federal, com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Os réus foram considerados culpados pelos crimes de associação criminosa e introdução de moeda falsa em circulação. As penas aplicadas variam entre 5 anos e 2 meses e 7 anos, 6 meses e 10 dias de reclusão. O regime inicial fixado foi o semiaberto. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com o processo, o grupo adotava como estratégia realizar compras de pequeno valor em estabelecimentos com grande fluxo de clientes, utilizando notas falsas de R$ 200 e recebendo o troco em dinheiro verdadeiro. A prática visava minimizar suspeitas e maximizar o retorno em espécie legítima.

Um dos casos detalhados na ação ocorreu em 25 de setembro de 2023, quando os acusados teriam passado cédulas falsas em diversos estabelecimentos situados em centros comerciais de Campina Grande, incluindo lojas de alimentação, farmácias e perfumarias. Em poucas horas, várias notas foram repassadas até que um dos envolvidos foi preso em flagrante, o que levou à interrupção da ação naquele dia.

Imagens de segurança auxiliaram na identificação dos demais integrantes, mesmo após a saída do veículo utilizado pelo grupo. A Polícia Federal realizou perícia nas cédulas apreendidas e concluiu que elas foram produzidas por impressão a jato de tinta, com simulação de elementos de segurança como marca d’água e fio de segurança. Segundo o laudo, as falsificações apresentavam qualidade suficiente para enganar consumidores desatentos.

A investigação apontou ainda que a atuação do grupo não se restringia à Paraíba. Há registros de ocorrências também em João Pessoa e no Rio Grande do Norte, incluindo ações em Natal e Caicó.

As cédulas falsas apreendidas serão encaminhadas ao Banco Central do Brasil para destruição, conforme determinação judicial.

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