No coração do semiárido paraibano, uma tecnologia simples tem mudado a vida de centenas de famílias que convivem diariamente com a seca e a dificuldade de acesso à água potável.
Desenvolvido com apoio de pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba, o dessalinizador solar utiliza energia do sol para transformar água salobra em água própria para consumo humano.
O projeto nasceu a partir da realidade vivida por moradores da zona rural de Queimadas, município da região de Campina Grande, onde famílias precisavam caminhar quilômetros em busca de água, muitas vezes imprópria para beber.

A tecnologia foi desenvolvida pelo pesquisador Wanderley Silva, que cresceu enfrentando os efeitos da seca ao lado da família. O equipamento funciona através da evaporação da água pelo calor solar. O vapor é condensado e recolhido sem sal e sem impurezas.
Hoje, mais de 200 famílias já utilizam os dessalinizadores em cidades paraibanas como Remígio, Monteiro, Soledade, Santa Luzia e Caraúbas. O projeto também começou a chegar a comunidades de Pernambuco e Ceará.
Além de garantir água potável, o equipamento reduziu o sofrimento diário de moradores que antes passavam horas carregando baldes sob o sol forte.

Mesmo custando entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, o dessalinizador ainda é considerado uma alternativa acessível quando comparado a sistemas tradicionais, que podem ultrapassar R$ 50 mil.
A iniciativa ganha ainda mais importância diante do agravamento da crise hídrica no Nordeste. Dados recentes mostram que dezenas de municípios paraibanos enfrentam racionamento e açudes operam em níveis críticos.
Com ECO





























