Vereador evangélico perde o tom e chama João Azevêdo de “desgraça”

O vereador também comparou as gestões de Ricardo Coutinho e de João Azevêdo, classificando ambas como prejudiciais ao estado

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação”.

Nesta terça-feira (31), o vereador evangélico de Campina Grande, Alexandre do Sindicato chamou atenção pelo uso de linguagem considerada inadequada ao se referir ao governador João Azevêdo. Durante fala pública, o parlamentar utilizou termos como “desgraça” e “miséria”, o que gerou repercussão negativa e questionamentos sobre postura e decoro.

Faltando três dias para que o governador deixe o cargo e se dedique à sua pré-candidatura ao Senado, Alexandre fez duras críticas.

“A Paraíba está a passos de, daqui a poucos dias, se livrar dessa desgraça chamada João Azevêdo, essa miséria que durante 16 anos comandou o estado. Nós estamos a ponto de nos livrarmos dessa criatura repugnante”, declarou.

O vereador também comparou as gestões de Ricardo Coutinho e de João Azevêdo, classificando ambas como prejudiciais ao estado.

A fala, no entanto, vai além da crítica política. O uso de palavras que beiram a falta de decoro chama ainda mais atenção por partir de um parlamentar que se apresenta como evangélico. A postura contrasta com princípios frequentemente defendidos no meio religioso, especialmente no que diz respeito ao cuidado com a linguagem.

O vereador deve ter pulado o versículo que está em Efésios 4:29: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação”. A declaração do vereador, diante disso, abre espaço para reflexão sobre coerência entre discurso, prática. Aquilo que fala, e o que se faz.

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