O ex-assessor parlamentar Jerônimo Arlindo da Silva Júnior foi incluído na lista de indiciados da CPMI do INSS nesta sexta-feira (27), sob a acusação de atuar como elo político em um esquema de fraudes em benefícios previdenciários.
A informação consta no relatório apresentado pelo relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), que ainda será submetido à votação.
De acordo com o documento, Jerônimo — conhecido no meio político como “Júnior do Peixe” — ocupava uma posição estratégica ao atuar “em um ponto de intersecção entre o lobby de entidades investigadas e parlamentares”. Segundo o relatório, ele utilizava o cargo no gabinete do deputado federal Hugo Motta (Republicanos) para facilitar o acesso a setores da administração pública.
As investigações apontam que o ex-assessor atuava simultaneamente como servidor parlamentar e como articulador de interesses da CONAFER, entidade da qual também foi diretor.
Ainda conforme o relatório, essa dupla atuação teria garantido à entidade “acesso privilegiado a instâncias decisórias”, contribuindo para a remoção de entraves administrativos e para a manutenção de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Para a CPMI, Jerônimo exercia o papel de “braço político” do esquema, utilizando a função pública para influenciar decisões e dar suporte institucional à entidade investigada.





























