CPMI do INSS entra na reta final e pode terminar sem prorrogação

O cenário ocorre em meio a sucessivos cancelamentos de depoimentos, muitos deles suspensos por decisões do próprio STF.

Foto: Andresa Anholete/Senado Federal

A CPMI do INSS chega à sua última semana sob incerteza quanto à continuidade dos trabalhos. Parlamentares aguardam uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), acionado após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, não autorizar a prorrogação da comissão.

O cenário ocorre em meio a sucessivos cancelamentos de depoimentos, muitos deles suspensos por decisões do próprio STF, o que resultou em sessões esvaziadas nos últimos dias da investigação sobre fraudes em benefícios do INSS.

Divergência sobre prorrogação

Entre os integrantes da comissão, há posições distintas sobre a continuidade dos trabalhos. O vice-presidente da CPMI, Duarte Jr., avalia que houve avanços importantes, mas defende mais tempo para aprofundar as apurações.

Já o senador Eduardo Girão demonstra expectativa de que o ministro André Mendonça autorize a prorrogação, afirmando que a investigação estaria avançando sobre nomes mais influentes.

Por outro lado, o deputado Luiz Lima critica a interferência judicial e questiona a eficácia de uma eventual extensão, diante da possibilidade de convocados não comparecerem.

Relatório final

O relator da comissão, Alfredo Gaspar, informou que o relatório final — com mais de 5 mil páginas — deve ser apresentado na quarta-feira (25). O documento prevê o indiciamento de cerca de 200 pessoas, incluindo investigados que não prestaram depoimento.

Segundo ele, o material foi construído com base em documentos, dados e depoimentos, apesar das dificuldades enfrentadas, como ausência de testemunhas por decisões judiciais e restrições ao acesso a informações.

Próximos depoimentos

A expectativa para a semana inclui o depoimento da influenciadora Martha Graeff, ex-companheira do empresário Daniel Vorcaro, embora ainda não haja confirmação de sua presença. A defesa afirma que ela não teve envolvimento com os fatos investigados.

Também está prevista a oitiva do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção.

Com o prazo se esgotando e sem definição sobre prorrogação, a CPMI pode encerrar seus trabalhos nos próximos dias, deixando em aberto parte das apurações.

Fonte R7

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