Veneziano articula recursos, Bruno entrega obras e Lula segue invisível nos discursos

Obras, convênios e ações não são tratados como prêmio para aliados ou castigo para adversários

Foto: Reprodução

O senador Veneziano Vital do Rêgo tem sido um elo entre a Prefeitura de Campina Grande, comandada por Bruno Cunha Lima, prefeito alinhado à extrema-direita, e o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Lula tem um estilo de governar conhecido: os investimentos federais chegam aos municípios e estados, independentemente da posição ideológica dos gestores locais.

Obras, convênios e ações não são tratados como prêmio para aliados ou castigo para adversários.

Mas há uma constatação evidente nesse processo: falta ao senador, exigir o básico de seu aliado bolsonarista, o reconhecimento público da participação do governo federal nas ações realizadas.

Um exemplo recente aconteceu quando o prefeito Bruno Cunha Lima realizou um evento para entregar 20 novos ônibus para Campina Grande.

Durante a solenidade, citou a STTP, destacou os valores investidos, exaltou a gestão municipal, os empresários do setor e mais uma vez, “esqueceu” de mencionar que os veículos fazem parte do programa de renovação de frota do Ministério das Cidades, dentro do Novo PAC, iniciativa do governo federal.

Quem acessar o site oficial da prefeitura vai acreditar piamente que tudo foi feito com recursos do município (ver site da PMCG).

Na verdade, o programa de mobilidade urbana contemplou por categorias.
Anápolis GO, Imperatriz MA, Campina Grande PB e Nossa Senhora do Socorro SE, estão inseridas no investimento de 459 milhões.

Para todo o Brasil, o Ministério das Cidades disponibilizou 2,5 bilhões.
A Paraíba recebeu 60 ônibus, sendo 20 destinados à Rainha da Borborema (ver site do MdasC).

Veneziano tem a obrigação de cobrar do prefeito, seu aliado, algo simples: dignidade política para reconhecer o responsável pelas ações e investimentos realizados na cidade.

Independente da atitude do senador, e do procedimento recorrente do prefeito, cabe a direção do PT da Paraíba, assumir e propagar as obras do governo federal, sob pena de ser passado pra trás, igual como foi no caso da paternidade do Conjunto Aluísio Campos.

Artigo anteriorVeneziano diz que acusações contra Ciro Nogueira são graves, mas defende direito à ampla defesa

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui