Pratos que carregam nomes de artistas celebram a cultura nordestina no Parque do Povo

Na Cozinha de Mãe Lígia, gastronomia e música se encontram em homenagens a nomes que marcaram o São João e a história do forró.

Fotos: Bruna Messias/ Arte Produções

Quem passa pela Cozinha de Mãe Lígia, no Parque Evaldo Cruz, logo percebe que o cardápio vai muito além dos sabores típicos do Nordeste. Ao lado de pratos tradicionais da culinária regional, nomes como Ronaldo Cunha Lima, Elba Ramalho, Amazan, Biliu de Campina, Ton Oliveira e Os 3 do Nordeste despertam a curiosidade dos visitantes e revelam uma proposta que une gastronomia, cultura e memória afetiva em pleno Maior São João do Mundo.

A inspiração nasce da própria história da família. O restaurante leva o nome de Lígia, mãe de Vanessa e Ligia, e avó da Lígia (pois é, é uma árvore genealógica de Ligias), formando três gerações representadas no mesmo espaço. A homenagem à matriarca se estendeu aos artistas que ajudaram a construir a identidade cultural do Nordeste e do São João. “Como a própria Cozinha de Mãe Lígia já é uma homenagem à nossa mãe, que faleceu há quatro anos, decidimos também homenagear os artistas regionais através dos pratos”, explica Vanessa. O carinho também aparece em um verso que recepciona os clientes: “Entre panelas e lembranças, num aroma que contagia, o Nordeste ganha vida na Cozinha de Mãe Lígia.

No primeiro ano participando do Maior São João do Mundo, o espaço rapidamente conquistou o público. Entre os pratos mais pedidos estão o Rubacão do Poeta Ronaldo Cunha Lima, considerado o carro-chefe da casa, e a Lasanha de Charque do Biliu de Campina, uma das novidades desta edição. Enquanto Vanessa revela que a lasanha é sua favorita, Lígia não abre mão do tradicional rubacão. “Foi um primeiro ano muito positivo para nós. Somos novatas aqui e só temos a agradecer pela oportunidade e pelo carinho do público”, destaca.

Quem conhece a cozinha aprova a experiência. Cliente antiga da família, a chef Poliana afirma que o diferencial está justamente na combinação entre sabor e afeto. “É uma comida afetiva, que tem aconchego de casa, de mãe. Tudo é feito com muito carinho e isso a gente sente. Eu amo a lasanha de charque, o escondidinho e o carneiro, mas, sinceramente, aqui tudo é maravilhoso. É uma experiência gastronômica dentro do Maior São João do Mundo“, afirma.

Na reta final da festa, a expectativa das proprietárias é receber ainda mais visitantes em busca não apenas de uma refeição, mas de uma experiência que celebra as tradições nordestinas. Entre um forró na Palhoça Zé Lagoa (do lado da Cozinha delas) e outro passeio pelo Parque do Povo, a Cozinha de Mãe Lígia convida o público a descobrir que, ali, a música também ganha sabor, transformando grandes nomes da cultura regional em pratos que contam histórias e mantêm viva a essência do São João.

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