Os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal realizam, nesta terça-feira, 15 de setembro, uma mobilização em defesa do Saúde Caixa. A atividade começa às 10h, em frente à agência Caixa Centro, em Campina Grande, e integra o movimento grevista iniciado pela categoria no dia 10.
Durante o ato, os trabalhadores estarão vestidos de preto como forma de alertar para os riscos que as propostas apresentadas pela direção do banco representam para o futuro do plano de saúde. A mobilização contará com faixas, cartazes e intervenções culturais para dialogar com a população sobre os motivos da paralisação.
O principal impasse está no custeio do Saúde Caixa. Os empregados contestam medidas que aumentam o peso financeiro sobre os usuários, atingem os dependentes e alteram princípios importantes do plano, como a solidariedade entre empregados da ativa e aposentados e a proteção do grupo familiar.
A categoria defende uma solução sustentável e acessível, com participação adequada da Caixa no financiamento do plano e uma divisão justa dos custos. Também estão entre as reivindicações melhores condições de trabalho, valorização profissional e medidas efetivas de proteção à saúde física e mental dos empregados.
“A Caixa tem responsabilidade direta pela saúde de quem trabalha e trabalhou pela instituição. Não podemos aceitar que os custos sejam transferidos para os empregados e suas famílias. A mobilização desta terça-feira vai mostrar que a categoria quer diálogo e uma proposta verdadeiramente justa”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Campina Grande e Região, Esdras Luciano.
Depois da rejeição da proposta nas assembleias, a Caixa anunciou medidas que poderiam comprometer direitos previstos nos acordos anteriores. Após a reação da categoria e das entidades representativas, o banco informou a reabertura da mesa de negociação e suspendeu temporariamente as medidas administrativas anunciadas. Para o Sindicato, a retomada das negociações é resultado da mobilização, mas ainda é necessário apresentar respostas concretas às reivindicações.






























