Vinte trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante uma operação de fiscalização realizada no município de Patos, no Sertão da Paraíba. A ação fez parte da Operação Resgate VI, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em todo o país, a operação resgatou 479 trabalhadores entre os dias 1º e 31 de agosto. Desse total, 75 eram mulheres, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
Na Paraíba, os trabalhadores estavam empregados em obras de calçamento de ruas e avenidas. Segundo o Ministério Público do Trabalho, as condições encontradas durante a fiscalização incluíam alimentação precária, ausência de instalações sanitárias e falta de água potável nos locais de trabalho.
Os alojamentos disponibilizados pelas empresas também apresentavam condições inadequadas, com sujeira, superlotação, falta de roupas de cama e, em alguns casos, ausência de água potável e de cadeiras para que os trabalhadores pudessem realizar as refeições.
“Eles se alimentavam em calçadas, debaixo de árvores, com alimentação extremamente precária. Nas frentes de trabalho, não havia instalação sanitária e nem água potável”, relatou o procurador do Trabalho com atuação na Paraíba, Rogério Sitônio Wanderley.
Ainda conforme o procurador, muitos dos trabalhadores eram de outros municípios paraibanos e estavam alojados em condições consideradas precárias pelas equipes de fiscalização.






























