Trabalhadores do Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, estão sem receber os salários referentes ao mês de maio e aos meses seguintes até a presente data. Apesar dos atrasos, os profissionais continuam cumprindo seus plantões e prestando assistência à população.
Os pagamentos de janeiro e fevereiro estão incluídos no processo de recuperação judicial do hospital. Já os salários de março e abril foram tratados por meio de uma mediação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e Entidades do Agreste da Borborema (SEESSA-AB), Josemar Bezerra, a falta de pagamento compromete despesas básicas dos trabalhadores, afetando diretamente a alimentação, o transporte e o sustento familiar das equipes.
“São profissionais que continuam cuidando de vidas, mesmo enfrentando dificuldades para pagar as próprias contas. Salário é um direito e precisa ser tratado como prioridade”, afirma.
De acordo com informações repassadas ao Sindicato, toda a documentação solicitada pela Secretaria Municipal de Saúde ao longo dos últimos meses para viabilizar os pagamentos foi entregue pelo hospital.
O caso já foi levado ao Ministério Público do Trabalho. Também existe uma decisão judicial, proferida no processo de recuperação judicial do hospital, determinando que o Município realize o pagamento. Até o momento, porém, os valores referentes a maio e aos meses seguintes continuam pendentes.
Diante da falta de solução, o SEESSA-AB realizará, nesta quarta-feira (2), um protesto em frente ao Hospital Antônio Targino. A mobilização busca dar visibilidade à situação enfrentada pelos trabalhadores e cobrar providências imediatas para a regularização dos salários.
O Sindicato cobra o cumprimento da decisão judicial, a quitação imediata dos valores atrasados de toda a categoria e a apresentação de um calendário concreto de pagamento aos trabalhadores.
“A categoria não pode continuar arcando com as consequências dessa demora. O Sindicato seguirá acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para garantir os direitos dos profissionais”, reforça Josemar.































