Hospital Metropolitano inaugura Sala Lilás para acolhimento de mulheres em situação de violência

A advogada Camila Mariz compartilhou sua história como filha de uma vítima de feminicídio

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), inaugurou nessa quarta-feira (25), uma Sala Lilás para acolhimento de mulheres em situação de violência. O espaço foi disponibilizado à população em meio a programação do “Por Elas, Com Elas: Um Olhar Integral sobre a Saúde e os Direitos das Mulheres”, que contou com palestra da advogada e segunda-dama da Paraíba, Camila Mariz Ribeiro.

O encontro reuniu profissionais da saúde, do Direito e da gestão pública para um ciclo de palestras sobre temas que atravessam a vida das mulheres, do cuidado emocional à proteção cardíaca, dos direitos jurídicos ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio.

O evento contou ainda com a presença da secretária de Estado de Meio Ambiente, Rafaela Camaraense, da diretora de Atenção à Saúde da PB Saúde, Ilara Nóbrega, e também de palestras com a psicóloga e neuropsicóloga do Hospital Metropolitano, Larissa Medeiros Machado Santos; a cardiologista Roberta Barreto, e a procuradora da República e procuradora Regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba, Janaína Andrade.

A advogada Camila Mariz compartilhou sua história como filha de uma vítima de feminicídio. Ela disse que carregou o silêncio sobre esse assunto por anos. “Aquilo me trazia vergonha. Mas quando a violência chega a ser física, já caminhou muitos passos”, enfatizou, lembrando que o ciclo começa no desrespeito, no silêncio imposto, na supressão da voz da mulher.

Sala Lilás

O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo, com 1.568 feminicídios registrados em 2025. Apesar dos avanços, como a Lei Maria da Penha e o programa Patrulha Maria da Penha, que já atendeu mais de cinco mil mulheres na Paraíba, iniciativas de acolhimento e orientação às vítimas são cada vez mais necessárias para encorajá-las a romper o ciclo de violência.

“A porta de entrada é o boletim de ocorrência. Ninguém quer ir a uma delegacia, mas às vezes é necessário. A gente precisa passar pela porta da delegacia para não chegar até um dia de sepultamento”, alertou a advogada Camila Mariz.

A procuradora da República Janaína Andrade comemorou a abertura de mais um espaço. “É mais um equipamento público que visa a proteção da vítima de violência sexual, na perspectiva do atendimento integral e humanizado”, afirmou.

A diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, destacou a importância do novo espaço e o compromisso da equipe com o encorajamento das mulheres. “O que faz uma mulher forte não é esperar por ajuda, é continuar mesmo quando tudo ao redor diz para parar. Não é não cair, não é não ter medo, é continuar”, incentivou.

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