Guerra no Oriente Médio pode adiar encontro entre Lula e Trump nos Estados Unidos

O próprio Lula havia mencionado o dia 16 como uma possível data para a viagem aos EUA.

Lula e Donald Trump (Ricardo Stuckert/PR)

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã pode atrapalhar os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se reunir com o presidente americano Donald Trump ainda neste mês.

O próprio Lula havia mencionado o dia 16 como uma possível data para a viagem aos EUA. No entanto, diante da crise internacional, integrantes do Itamaraty trabalham agora com a possibilidade de que o encontro seja adiado para abril.

De acordo com auxiliares do Palácio do Planalto e do Itamaraty, a prioridade do governo americano neste momento passou a ser a condução do conflito no Oriente Médio, o que dificulta a definição da agenda entre os dois líderes. Mesmo antes do agravamento da guerra, a data da reunião ainda não estava totalmente confirmada.

Apesar do cenário internacional, integrantes do governo brasileiro afirmam que a guerra não deve causar impacto político direto na eventual visita de Lula a Trump, mesmo com o Brasil tendo manifestado posição contrária aos bombardeios e ao rompimento das negociações de paz.

No início do mês, Trump chegou a afirmar que o conflito poderia se prolongar por quatro ou cinco semanas, mas destacou que os Estados Unidos teriam condições de manter a operação por um período maior, se necessário. Dias antes do início dos ataques, o presidente americano também declarou que “adoraria” receber Lula na Casa Branca.

Caso a reunião aconteça, os dois líderes devem tratar principalmente de temas da relação bilateral, como questões comerciais — incluindo tarifas — e cooperação no combate ao crime organizado. A guerra com o Irã e a situação política em Cuba também devem entrar na pauta.

Mesmo sem data definida, a equipe responsável pela agenda internacional do presidente brasileiro segue mobilizada para organizar a viagem assim que houver confirmação oficial por parte da Casa Branca.

Enquanto isso, o governo brasileiro também acompanha os efeitos econômicos do conflito, principalmente a alta do petróleo no mercado internacional. Autoridades avaliam que um aumento prolongado no preço do combustível poderia afetar a economia, embora considerem que o impacto tende a ser limitado caso a guerra não se prolongue.

Ministros do governo têm minimizado os riscos imediatos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que eventuais turbulências no curto prazo não devem comprometer a economia brasileira. Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu que o conflito pode influenciar o câmbio e os preços internacionais do petróleo, mas descartou efeitos relevantes sobre a inflação, destacando que o Brasil possui autossuficiência na produção de petróleo.

Nos últimos dias, o mercado internacional também reagiu com preocupação após ameaças de fechamento do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Ainda assim, aliados do governo avaliam que a recente queda do dólar pode ajudar a reduzir possíveis impactos no Brasil.

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