Waleria Assunção questiona retirada de R$ 60 milhões da educação em Campina Grande

A parlamentar cobrou transparência da Prefeitura na apresentação das informações orçamentárias

Foto: Reprodução

A vereadora Waleria Assunção questionou, em entrevista nesta quarta-feira (13), a retirada de R$ 60 milhões de dotações orçamentárias destinadas à educação no remanejamento de R$ 167 milhões solicitado pela gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil).

“Dos R$ 167 milhões solicitados de transferência, R$ 60 milhões foram tirados da educação. E não foi só de uma área da educação. Foram tirados da educação infantil, da educação fundamental, da educação de jovens e adultos, para pagamento de pessoal”, afirmou a parlamentar.

Waleria reconheceu que o remanejamento orçamentário é um procedimento comum na administração pública, mas criticou o envio de projetos em caráter de urgência, sem tempo suficiente para que os vereadores analisem as propostas.

A vereadora também demonstrou preocupação com possíveis impactos na rede municipal de ensino, especialmente no atendimento a crianças com deficiência e autismo que necessitam de cuidadores em sala de aula.

“O que eu recebo de denúncias em relação a mães de crianças atípicas, autistas, que precisam do cuidador em sala de aula, é que não há presença do cuidador, que se paga muito mal a esse profissional, que ele acaba não ficando por muito tempo e deixa essa lacuna dessas crianças que precisam desse atendimento especial”, declarou.

A parlamentar cobrou transparência da Prefeitura na apresentação das informações orçamentárias e defendeu que a mudança na destinação dos recursos não prejudique os estudantes nem o funcionamento das salas de aula.

“Quando vem, não vem com clareza, com transparência; são números, são códigos”, criticou.

Durante a entrevista, Waleria também reivindicou a inclusão, na Lei Orçamentária Anual (LOA), dos recursos destinados a 21 instituições filantrópicas de Campina Grande. Segundo ela, as entidades estão há um ano e meio sem receber as subvenções municipais.

“São 21 instituições que prestam serviço nas mais diversas áreas, inclusive como um braço do poder público, que não alcança a todas as pessoas. E essas instituições estão há um ano e meio sem receber os valores”, afirmou.

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