Durante entrevista ao programa Correio Debate, nesta quarta-feira (16), um dos candidatos ao Governo da Paraíba defendeu mudanças no modelo de segurança pública e afirmou que pretende lutar pelo fim da Polícia Militar.
Ao comentar o cenário da violência no país, o candidato classificou a situação como uma “guerra civil” e afirmou que a população estaria sendo vítima da violência. Segundo ele, o problema da criminalidade está relacionado principalmente à desigualdade social.
O candidato também defendeu a legalização das drogas. Embora tenha declarado ser contra o uso de entorpecentes, argumentou que a proibição contribui para a existência de um mercado de alto risco e alta lucratividade, e defendeu a criação de mecanismos de controle estatal.
Na entrevista, ele também criticou o atual modelo de policiamento. Para o candidato, as forças policiais não deveriam estar afastadas da população e deveriam estar vinculadas ao que chamou de “domínio popular”.
“Qualquer força policial que esteja separada da população vai se opor a ela em algum momento”, afirmou.
O candidato também abordou a questão do armamento da população. Ele afirmou que criminosos e setores da sociedade já possuem armas, enquanto trabalhadores estariam desarmados. Na avaliação apresentada durante a entrevista, o acesso às armas estaria relacionado à autonomia e à capacidade de resistência da população.
Ao falar especificamente sobre a Polícia Militar, o candidato afirmou que a instituição, no modelo atual, atua como braço do Estado para exercer o domínio da força e defendeu uma mudança estrutural na segurança pública.





























