Equipes de resgate procuram nesta quinta-feira (27) mais de 1.300 desaparecidos após enchentes catastróficas atingirem a região do Himalaia entre o Nepal e o Tibete. O número de mortos chegou a 362, segundo balanços ainda preliminares.
A tragédia que deixou povoados inteiros devastados e submersos em em lama. Do total de mortos, 359 foram registrados no Nepal, segundo as autoridades, e três no lado chinês, de acordo com informações da imprensa estatal. As informações sobre as vítimas não são centralizadas em uma única fonte e são divulgadas separadamente pelas autoridades e pela imprensa dos dois lados da fronteira.
As autoridades do Nepal usaram helicópteros para procurar sobreviventes e lançar suprimentos de emergência para milhares de pessoas isoladas em cidades e vales depois que o desastre de quarta-feira (16) varreu uma área movimentada por praticantes de trekking.
A enxurrada de água e lama, semelhante a um tsunami, foi provocada pelo colapso de uma geleira e teve uma intensidade equivalente a um “evento sísmico” de magnitude 5,2, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
No Nepal, a enchente varreu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do rio Bhote Koshi, a leste da capital. No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra que atingiu o porto de Gyirong engoliu carros e causou pânico e destruição.
Soldados nepaleses usaram cães farejadores nesta quinta para procurar corpos soterrados sob uma espessa camada de lama cinzenta. As equipes de resgate avançavam com dificuldade pelo barro e pelos destroços nas áreas afetadas, depois que a avalanche soterrou edifícios de vários andares.
Vinte e quatro horas após o desastre, as autoridades nepalesas continuam sem notícias de 823 pessoas, entre elas 517 turistas estrangeiros. Muitos dos desaparecidos são peregrinos hindus que viajavam ao sagrado Monte Kailash, no Tibete.































