De Veneza a Campina Grande: fotógrafo paraibano escreve histórias com a luz n’O Maior São João do Mundo

Pesquisa de Francisco Andrade, autor e fotógrafo premiado que destaca as manifestações culturais do São João deve virar livro

Foto: Ate Produções

Há mais de 40 anos o Maior São João do Mundo conecta histórias e caminhos, cativando novos admiradores e emocionando quem já é apaixonado pela festa. São milhares de pessoas que todos os anos passam pelo Parque, mas seguem marcadas no trabalho atento e detalhado de profissionais como o fotógrafo Francisco Andrade.

Nascido em Sousa, no sertão paraibano, a história de vida de Francisco se mistura à sua história com a fotografia. O interesse por essa arte surgiu ainda durante a infância, junto com a curiosidade despertada pelo laboratório de fotografia do vizinho, ainda na cidade dos dinossauros.

A produção do fotógrafo passeia pelos anos de especialização e trabalho em Brasília, cidade em que mora há mais de 50 anos, e chega na cidade flutuante, Veneza. O município italiano concentra a origem das histórias por trás do carnaval de máscaras, que é objeto de fascínio do pesquisador:

Eu resolvi fazer um projeto pelo Carnaval de máscara Veneza, que é a raiz e a origem de todo o Carnaval de máscara. Passei quatro anos viajando para Veneza todo ano no período do Carnaval a fim de fotografar, e no último ano em que eu viajei fiquei um mês no pré-carnaval para produzir as imagens que deram origem ao meu livro ‘Cenas Venezianas”, comentou, sobre o livro que, a partir da fotografia, mistura presente e passado, contando sobre uma Veneza que “foi perdida no passado e no tempo”.

Na sequência, após a publicação do livro que ganhou prêmios e destaque internacional, o olhar do artista se voltou para o carnaval de máscaras no Brasil. O fascínio pela cultura popular e a conexão sempre forte com as raízes nordestinas o trouxeram, então, para as manifestações culturais Maior São João do Mundo.

Pesquisando o São João há pelo menos quatro anos, Andrade vem produzindo imagens sobre a tradição junina que movimenta Campina Grande e o
país inteiro, em um processo atento, que exige técnica, sensibilidade e paciência.

É um projeto que está iniciando. Na primeira vez nem sempre dá certo produzir as imagens com a qualidade nem com a quantidade que você precisa, normalmente você tem que retornar. Então, com certeza, o ano que vem eu vou estar aqui se Deus quiser pra gente dar continuidade. E a ideia é produzir um livro com a qualidade e a dimensão do livro do Carnaval Mascarado de Veneza, se não melhor”, destacou, sobre o processo de pesquisa e produção de fotografias documentais.

As histórias de Francisco Andrade se juntam ao álbum da produções da fotografia documental, mas chegam repletas de alegria e orgulho, com um paraibano produzindo e celebrando a cultura que ano após ano fortalece e inspira milhões de nordestinos.

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