Relatório do Coaf cita pagamento de R$ 51 mil a Efraim Filho feito por investigado em esquema do INSS

De acordo com o relatório, o valor foi utilizado para quitar um boleto em nome do parlamentar.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O nome do senador Efraim Filho aparece em relatório do Coaf após a identificação de um pagamento de R$ 51 mil realizado pelo empresário Erik Janson Marinho. A transação está inserida no contexto da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo recursos relacionados ao INSS.

De acordo com o relatório, o valor foi utilizado para quitar um boleto em nome do parlamentar. Apesar da citação, Efraim Filho não é investigado no caso.

Em manifestação, o senador afirmou que o pagamento teve caráter pessoal. Segundo ele, o valor foi quitado por Erik Marinho em razão de falta de saldo no momento do vencimento do boleto. Efraim disse ainda que tentou devolver o dinheiro, mas o suplente não cobrou o ressarcimento. O vínculo entre os dois é político, já que Erik ocupa a posição de segundo suplente do mandato.

Erik Marinho foi alvo de uma das fases da operação, deflagrada em dezembro, sob suspeita de participação em um esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de capitais. Conforme a Polícia Federal, ele teria utilizado empresas com baixo capital social para movimentar recursos e esconder bens de alto valor, incluindo aeronaves. As investigações também apontam ligação com um operador conhecido como “Careca do INSS”, apontado como peça-chave no suposto esquema de fraudes e movimentações financeiras irregulares relacionadas a benefícios previdenciários.

Embora não haja acusação formal contra o senador, o fato de seu nome constar no relatório por ter sido beneficiário da transação levanta questionamentos sobre a relação financeira entre agentes públicos e pessoas investigadas. Relatórios do Coaf são utilizados para identificar movimentações atípicas e podem subsidiar investigações, mas não configuram, por si só, prova de irregularidade. Até o momento, não houve indiciamento de Efraim Filho, e o caso segue sob apuração das autoridades competentes.

Com informações do Estadão

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