A vereadora Waléria Assunção (PSB) preparou um relatório técnico que evidencia o baixo índice de respostas dos órgãos municipais de Campina Grande a ofícios e requerimentos protocolados ao longo de 2025. Mais de 70% das cobranças ficaram sem resposta, inclusive as que solicitavam ações simples, como capinação e limpeza de mato em ruas, além de informações sobre reformas e andamento de obras.
Dos 23 ofícios e requerimentos, apenas seis foram respondidos e, mesmo assim, alguns de forma não satisfatória. No caso dos requerimentos, todos foram ignorados.
Para a vereadora Waléria Assunção, o cenário reforça a necessidade de maior respeito ao papel fiscalizador do Poder Legislativo. “Os ofícios e requerimentos não são favores pessoais. Eles representam demandas da população e instrumentos legais do mandato. A ausência de resposta compromete a transparência e dificulta a defesa dos direitos da população de Campina Grande. Quando solicitamos uma ação simples para uma rua ou um bairro, a falta de resposta atinge os moradores do local; é uma falta de respeito com o cidadão”, destacou.
De acordo com o relatório, áreas estratégicas da administração municipal, como a Sesuma, a Secretaria de Obras, a Secretaria de Saúde e a STTP, concentram a maior parte das demandas sem retorno formal ao mandato parlamentar, mesmo quando tratam de temas sensíveis à população, como infraestrutura urbana, mobilidade, saúde pública, causa animal e transparência administrativa.
Entre os exemplos apontados estão solicitações simples sobre capinação e limpeza urbana, pavimentação de ruas em bairros como Dinamérica e Estação Velha, reformas no Centro de Controle de Zoonoses, execução do Projeto Amigo Animal, além de pedidos de informações sobre balancetes do Fundo Municipal de Saúde e procedimentos administrativos em curso.
No caso da Sesuma, além de protocolos sem resposta, o relatório registra ao menos uma resposta classificada como não satisfatória, por não atender integralmente ao conteúdo solicitado pelo mandato.
Já no âmbito da STTP, pedidos relacionados à instalação de semáforos com botoeira, câmeras de monitoramento e melhorias na segurança viária seguem sem retorno, apesar de tratarem de pontos críticos de grande fluxo urbano.
O relatório registra respostas pontuais em áreas como Educação e Saúde, a exemplo de demandas sobre problemas na alimentação escolar, entrega de uniformes e fornecimento de insulina judicializada.





























