Esta quarta-feira, 11 de março, marca um ano desde que veio a público a denúncia que ficou conhecida como “Caso ISEA”, envolvendo uma suposta negligência médica na Maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O caso resultou na morte de um bebê e, dias depois, também no falecimento da mãe da criança, a assistente social Maria Danielle Cristina Morais, que chegou a ter o útero retirado durante o parto.
Mesmo após um ano, o inquérito policial que investiga o caso ainda não foi concluído. A família de Danielle continua aguardando respostas e a responsabilização dos envolvidos.
O viúvo, Jorge Elô, afirma que acompanha as informações por meio das advogadas da família e relata que a demora nas investigações tem impactado sua saúde emocional. Segundo ele, a justificativa apresentada é de que o inquérito possui grande volume de informações e análises, o que estaria prolongando o processo investigativo.
Além da espera pela conclusão das investigações, a família também enfrenta dificuldades burocráticas. Uma delas é a emissão da certidão de óbito de Danielle, documento que ainda não foi finalizado, o que inclusive impediu a identificação do túmulo da vítima.
Após o falecimento, o corpo da assistente social foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) para realização de autópsia. De acordo com o viúvo, os primeiros exames não identificaram imediatamente a causa da morte, sendo necessários novos testes. Posteriormente, exames apontaram que Danielle teria sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
No entanto, quando os resultados foram concluídos, o prazo legal para emissão da certidão de óbito já havia expirado. Com isso, a família precisou recorrer à Justiça para obter o documento. Segundo Jorge Elô, o processo agora aguarda a assinatura de um juiz para homologação da certidão.
Enquanto isso, familiares e amigos seguem aguardando a conclusão das investigações e a elucidação completa do caso.




























