A Prefeitura de Campina Grande confirmou, nesta terça-feira, o corte de energia elétrica no prédio onde funcionam as secretarias municipais de Administração e de Obras. A interrupção do fornecimento ocorreu após solicitação do proprietário do imóvel, que cobra aluguéis em atraso e pede judicialmente a desocupação do espaço utilizado pela gestão municipal.
Segundo a administração, a concessionária realizou o desligamento da unidade geradora de energia solar de alta tensão vinculada ao titular do imóvel. A Prefeitura afirmou que tomou conhecimento da medida poucas horas antes do corte e que chegou a iniciar procedimentos administrativos junto à concessionária para abertura de uma nova unidade consumidora, mas os trâmites técnicos e legais não foram concluídos a tempo de evitar a suspensão.
Com a falta de energia, o funcionamento presencial das secretarias foi inviabilizado. Diante da situação, a gestão municipal adotou, de forma excepcional, o regime de trabalho remoto para garantir a continuidade das atividades administrativas e reduzir prejuízos aos servidores e à população que depende dos serviços.
Paralelamente, o caso já está judicializado. O proprietário do prédio ingressou com ação cobrando os valores de aluguel em atraso e solicitando a retomada do imóvel. A Prefeitura não informou o montante da dívida nem apresentou prazo para regularização do pagamento ou mudança de endereço das secretarias.
O episódio expõe mais um impasse administrativo da gestão municipal e levanta questionamentos sobre a condução dos contratos de locação e o planejamento financeiro da Prefeitura. Até o fechamento desta matéria, não havia previsão oficial para o restabelecimento do fornecimento de energia no local nem para a retomada do atendimento presencial.





























