Mesmo após a Prefeitura contratar uma empresa de consultoria milionária para, supostamente, orientar melhorias na saúde do município, o cenário segue incerto. A população não percebe qualquer efeito prático da contratação, enquanto unidades continuam sucateadas, faltam insumos e os servidores seguem sem receber salários em dia.
A promessa era de que, após a contratação, o caos financeiro fosse sanado e de que os servidores encerrassem o ano com os pagamentos em dia, mas não foi o que aconteceu. O 13º salário foi creditado em conta, porém o salário referente ao mês de dezembro ficou, mais uma vez, para depois, repetindo uma prática que já virou rotina na atual gestão.
Na última sexta-feira (02), a Prefeitura realizou pagamentos de forma parcial. Alguns servidores receberam, enquanto outros ficaram sem qualquer crédito em conta. A gestão agora promete quitar o restante dos salários nesta segunda-feira (05), repetindo um roteiro de incerteza que tem marcado a relação com o funcionalismo.
A situação é descrita como dramática. Pais e mães de família relatam endividamento crescente, dificuldade para comprar alimentos, pagar aluguel e contas básicas, além da necessidade de recorrer a empréstimos informais, inclusive com agiotas. O resultado é a criação de novos problemas financeiros, provocados diretamente pela má administração da gestão municipal.
O impacto do atraso não é apenas econômico. Servidores afirmam sofrer abalos emocionais e psicológicos, como tristeza profunda, angústia, ansiedade e adoecimento mental, agravados pela indiferença da gestão e pela ausência de um cronograma oficial de pagamento.
Para os servidores municipais, o fim de ano não trouxe celebração, descanso ou alívio. Trouxe contas atrasadas, insegurança e a dura realidade de atravessar as festas sem salário, e sem qualquer motivo para comemorar.






























