Prazo de desincompatibilização provoca saída de 11 governadores e movimenta cenário político nacional

Prazo de desincompatibilização provoca saída de 11 governadores e movimenta cenário político nacional

(Montagem – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil, Marcelo Camargo/Agência Brasil e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O cenário político nacional passou por uma intensa movimentação com o encerramento do prazo de desincompatibilização, finalizado neste sábado (4). Ao todo, 11 governadores deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano.

A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos no Executivo se afastem seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de garantir equilíbrio na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício próprio.

Entre os estados que registraram renúncia de seus governadores estão Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Roraima.

Deixaram os cargos: Gladson Cameli (Acre), Wilson Lima (Amazonas), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Renato Casagrande (Espírito Santo), Ronaldo Caiado (Goiás), Mauro Mendes (Mato Grosso), Romeu Zema (Minas Gerais), Helder Barbalho (Pará), João Azevêdo (Paraíba), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Antonio Denarium (Roraima).

Com a saída dos governos estaduais, os agora ex-governadores devem disputar diferentes cargos no cenário nacional. Entre eles, Romeu Zema e Ronaldo Caiado são apontados como possíveis candidatos à Presidência da República.

A maioria, no entanto, deve concentrar esforços na disputa por vagas no Senado, que neste ano renovará dois terços de sua composição, totalizando 54 cadeiras em disputa.

Um dos casos que chama atenção é o de Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, que foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico. Apesar da decisão, ele mantém a pré-candidatura ao Senado e pretende recorrer.

Enquanto isso, governadores que buscam a reeleição permanecem nos cargos, conforme permite a legislação. É o caso de Clécio Luís (Amapá), Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco), Rafael Fonteles (Piauí), Jorginho Mello (Santa Catarina), Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Fábio Mitidieri (Sergipe).

A movimentação marca uma das fases mais estratégicas do calendário eleitoral e redesenha o cenário político em todo o país.

Com Agencia Brasil

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