O professor de jiu-jitsu William, natural de Cachoeira dos Índios, no Sertão da Paraíba, relatou os momentos de medo e tensão que viveu durante ataques registrados no Irã. Ele estava no país asiático participando de atividades esportivas quando foi surpreendido pelo início dos bombardeios.
Segundo William, a viagem ocorreu a convite da seleção iraniana de jiu-jitsu para participar de um período de treinamentos e preparação para competições na Ásia. De acordo com ele, quando chegou ao país ainda havia expectativa de um período de trégua, mas a situação mudou rapidamente com o início dos ataques.
Em entrevista a um blog local, o paraibano descreveu o impacto do primeiro bombardeio que presenciou em Teerã. Ele contou que acordou assustado com a explosão e com o tremor no hotel onde estava hospedado, enquanto moradores saíam às pressas pelas ruas.
“Quando ouvi o primeiro bombardeio, acordei atordoado. O hotel tremia, e pessoas corriam nas ruas olhando para o céu. Aviões passavam naquele momento. Foi quando pensei que poderia morrer”, relatou.
William também afirmou que ficou cerca de 12 horas sem conseguir contato com a família no Brasil, já que serviços de internet e televisão foram interrompidos durante o período de ataques.
A saída do país ocorreu de forma improvisada. Ele contou que contou com ajuda de integrantes da seleção iraniana para conseguir um carro durante a madrugada e atravessar a fronteira com a Turquia. A travessia até um aeroporto turco durou mais de 12 horas entre deslocamentos de carro e ônibus, até que conseguiu embarcar em um voo para o Brasil.
O paraibano disse que só conseguiu relaxar completamente após chegar ao país, depois de aproximadamente 14 horas de viagem aérea.
Além do relato sobre os ataques, William criticou a atuação da embaixada brasileira no Irã, afirmando que tentou contato em busca de orientação, mas não recebeu apoio. Ele também demonstrou preocupação com outros brasileiros que ainda estariam no país.
“Existem cerca de 200 brasileiros lá, segundo informações que tivemos. Muitas pessoas podem estar isoladas neste momento”, afirmou.
De volta ao Brasil, o paraibano disse que pretende dar visibilidade à situação e cobrar apoio das autoridades brasileiras para os cidadãos que ainda permanecem na região afetada pelo conflito.





























