Hospitais da rede complementar do SUS em Campina Grande podem suspender atendimentos por atraso em repasses

Hospitais privados que integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campina Grande protocolaram, nesta segunda-feira (26), um ofício conjunto na Secretaria Municipal de Saúde alertando para a possibilidade de suspensão dos atendimentos a partir do dia 1º de fevereiro. A medida, segundo as instituições, ocorre em razão dos constantes atrasos nos repasses financeiros por parte da Prefeitura.

O documento foi entregue ao secretário municipal de Saúde, Dunga Júnior, e manifesta “extrema preocupação” com a falta de regularização dos pagamentos referentes aos contratos de Média e Alta Complexidade, além de outras pactuações firmadas com a gestão municipal.

Em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais e Rádio POP FM, o presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlópidas Neves, afirmou que a situação financeira das unidades chegou a um nível crítico.
“Chegamos ao fundo do poço. Se não houver resolutividade até o dia 1º de fevereiro, data anunciada para a paralisação, não temos mais condições de funcionamento”, declarou.

De acordo com Derlópidas, os atrasos nos repasses já afetam diretamente os profissionais da saúde e o funcionamento das unidades hospitalares.
“Temos funcionários sem receber salários e hospitais operando no limite. Estamos chegando ao fim”, acrescentou.

Ainda segundo o presidente da FAP, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) já foi comunicado sobre a situação, e uma reunião foi realizada com a promotora Adriana Amorim, com o objetivo de buscar uma solução emergencial para evitar a interrupção dos serviços.

Assinam o ofício conjunto o Hospital João XXIII – Sistema de Assistência Social e de Saúde (SAS), o Hospital Geral Antônio Targino – Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), a Clínica Dr. Maia – Instituto Neuropsiquiátrico de Campina Grande, a Clipsi Serviços Hospitalares e a Fundação de Olhos da Paraíba (FOP).

A possível paralisação preocupa pacientes que dependem do SUS na cidade, já que essas unidades são responsáveis por uma parcela significativa dos atendimentos especializados em Campina Grande e região.

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