Heleno e Paulo Sérgio são presos e levados para o Comando Militar do Planalto, que tem reforço de segurança e praça fechada

Segundo as investigações, Heleno e Paulo Sérgio contribuíram para a articulação de uma estratégia voltada a reverter o resultado das eleições presidenciais e instaurar um ambiente de ruptura institucional no país.

Os dois vão se juntar ao general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, que já está preso preventivamente desde dezembro de 2024 na 1ª Divisão do Exército, que é subordinada ao Comando Militar do Leste e fica na Vila Militar, na Zona Oeste.

Condenado em setembro a 26 anos de prisão, Braga Netto foi apontado como “o principal vetor de operacionalização” das iniciativas golpistas, atuando como ponte entre o círculo político do ex-presidente e os setores das Forças Armadas que defendiam uma intervenção. De acordo com as investigações, ele participou da elaboração de minutas golpistas, coordenou contatos com comandantes militares e incentivou ações destinadas a conferir aparência jurídica a medidas inconstitucionais.

Além de Braga Netto, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, chegou a ser preso duas vezes em 2023 e em 2024, antes de fechar um acordo de delação premiada. A sua primeira prisão foi motivada pela acusação de fraude em cartão de vacinação.

Já o general da reserva Mario Fernandes está preso preventivamente desde novembro do ano passado. O militar foi responsável por elaborar o documento “Punhal Verde e Amarelo”, que continha um plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Moraes. Ele admite ter feito o documento, mas alega que não o mostrou para ninguém. O general da reserva é um dos seis réus do chamado “núcleo dois” da trama golpista, que tem julgamento marcado para dezembro na Primeira Turma do STF.

Também réu no “núcleo dois”, está preso preventivamente desde junho por descumprir medidas cautelares impostas anteriormente, entre elas a proibição de uso de redes sociais e de manter contato com outros investigados (no caso Mauro Cid).

Com o Globo

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