O episódio envolvendo Pedro Cunha Lima e Lucas Ribeiro é daqueles que dizem mais pelo gesto do que pela explicação, até porque não houve explicação.
O que se sabe objetivamente é simples: Pedro publicou um elogio público à criação de um parque sensorial para autistas, iniciativa do gestor adversário e apagou minutos depois.
Pedro Cunha Lima reconheceu o acerto ao elogiar o governador Lucas Ribeiro pela criação de um parque sensorial para autistas, na Granja Santana. Ação coincidente com a tese do ex-deputado, de transformar o espaço que serve como residência oficial e local de despachos, em área pública.
No primeiro impulso, a política grande, espontânea.
No gesto seguinte, a política miúda, planejada.
E aí começam as perguntas que importam:
- Foi orientação de um marqueteiro?
- Foi pressão de aliados que não admitem reconhecer mérito do outro lado?
Ou foi insegurança diante da própria base?
Porque apagar diz muito.
Apagar pode ser medo de desagradar. Pode ser sinal de que, no fundo, a coragem e autonomia duram pouco quando confrontadas com as consequências da política.
E pior: o ato de apagar é mais barulhento do que o de publicar. Se tivesse mantido, seria visto como um político sem mesquinharia.
Ao apagar, virou refém dela.
Fica a pergunta que permanece no ar: O problema foi ter elogiado ou não ter sustentado o elogio?
No final, ficou feio. Muito feio.




























