No palco, o discurso afiado: corrupção zero.
Ao lado do candidato Flávio Bolsonaro, o senador Efraim Morais fez ecoar o mote, no evento de sua filiação no partido de Valdemar da Costa Neto.
Menos de 24 horas depois, entra em cena o jornal O Estado de São Paulo com uma matéria sobre o COAF, aquele órgão que de vez em quando faz envelhecer discursos.
E o que aparece? Uma movimentação de R$ 51 mil. Valor modesto, mas o suficiente para constranger, pois um boleto de Efraim foi pago por um seu suplente, Erik Jackson Marinho, alvo da operação “Sem Desconto”, investigação ligada ao escândalo do INSS.
No mundo político, muitas vezes a fala vigorosa que aponta o dedo, precocemente pode levar uma invertida.
Domingo, no microfone, indignação; segunda-feira, uma inconveniente aproximação.





























