As mudanças aprovadas ampliam de forma significativa o peso das gratificações por desempenho e por exercício de funções estratégicas no serviço público. Pelas novas regras, esses adicionais podem elevar a remuneração total dos servidores em até 100% do salário-base, com impacto fiscal estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão.
Os novos textos substituem modelos anteriores de gratificação por estruturas vinculadas ao cumprimento de metas, avaliação de desempenho funcional e alinhamento estratégico dentro dos órgãos. A justificativa é modernizar a gestão e incentivar a produtividade, embora o modelo também levante debates sobre transparência e controle dos gastos públicos.
Na prática, servidores que ocupam cargos no topo da carreira legislativa podem alcançar remunerações próximas de R$ 77 mil mensais, somando vencimento básico, gratificações e benefícios acessórios — os chamados “penduricalhos”. O tema deve continuar gerando discussões no Congresso e entre órgãos de controle, especialmente em relação ao impacto nas contas públicas e à desigualdade entre carreiras do serviço público.


























