A mídia paraibana repercutiu, em massa, nesta segunda-feira (30), uma possível desistência do prefeito da capital, Cícero Lucena, de concorrer ao Governo da Paraíba.
O movimento recente de Cícero Lucena, ao evitar uma resposta direta sobre sua pré-candidatura, está longe de ser um gesto casual.
Na política, especialmente para alguém com sua trajetória, o silêncio também comunica e, muitas vezes, mais do que uma declaração objetiva.
Ao deixar no ar a possibilidade de recuo justamente na semana de deixar a prefeitura, Cícero acende um sinal de alerta dentro do grupo liderado pela família Cunha Lima.
Pode se tratar de uma tentativa de reposicionamento dentro da chapa, elevando o poder de barganha na definição do vice, peça-chave em qualquer composição majoritária.
No entanto, essa estratégia carrega riscos evidentes. Ao tensionar publicamente a relação com seus aliados, ainda que de forma indireta, Cícero pode gerar um desgaste na candidatura, difícil de recompor.
A dúvida, quando plantada em momentos decisivos, não afeta apenas os bastidores, ela repercute na base política, nos aliados e, principalmente, no eleitorado, que passa a questionar a solidez do projeto.
Cícero sabe disso. Sua experiência indica que movimentos como esse são calculados, mas também que o timing é tudo.
No fim, pressionar por um nome, seja Pedro ou Romero, na tentativa de fortalecer a chapa, traz o risco de provocar um mal-estar prolongado, capaz de comprometer exatamente aquilo que se tenta construir, a confiança no êxito eleitoral.





























