As declarações do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, sobre a crise ambiental no Açude Velho foram dadas antes da reunião realizada na sede do Ministério Público da Paraíba para debater a calamidade que atingiu o principal cartão-postal da cidade.
Em entrevista, o prefeito afirmou que o Município, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, aplicou uma multa de R$ 2 milhões à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) após uma autuação feita em 2022 por despejo irregular de esgoto no Açude Velho. Segundo ele, a penalidade foi consolidada em 2023 e ainda não foi paga.
Horas depois, a Cagepa divulgou nota oficial desmentindo o prefeito e negando qualquer responsabilidade pelo episódio.
Confira a nota da Cagepa na íntegra:
A Cagepa afirma que Campina Grande possui os melhores índices de esgotamento sanitário em nível regional e nacional nas áreas operadas pela Companhia. O município registra mais de 80% de atendimento no esgotamento sanitário, 100% de tratamento de esgoto coletado, e figura como o melhor saneamento do Nordeste (ranking do CLP). Além disso, realiza investimentos recorrentes no setor de esgotamento sanitário na cidade.
A Companhia tomou ciência do caso que vem ocorrendo no Açude Velho, e se coloca à disposição dos entes municipais de Campina Grande para apoiar as ações necessárias focadas em solucioná-lo.
Com a prefeitura realizando a fiscalização da drenagem e dos canais, que são de sua responsabilidade, em sendo identificadas irregularidades estaremos de prontidão para auxiliar na adequação da rede dos imóveis e estabelecimentos. Ressaltamos que as ligações clandestinas de esgoto em galerias de águas pluviais e em canais de drenagem devem ser combatidas pelas prefeituras, que têm o poder de polícia para tal. Reiteramos que a Cagepa não tem poder fiscalizatório para atuar em redes de drenagem e em canais.
Por fim, reiteramos que há rede de esgotamento sanitário no entorno do Açude Velho e que a mesma está operando normalmente.































