Opinião: Antes mesmo de entrar na disputa pelo Governo da Paraíba, Lucas Ribeiro já enfrentava uma batalha dentro e fora do próprio grupo político: provar que tinha capacidade para liderar. Sua escolha para suceder João Azevêdo enfrentou rejeição, desconfiança, resistência e até fogo amigo. Para alguns, Lucas não passava de um sobrenome forte na política. Para outros, faltavam personalidade, autonomia e autoridade. Poucos pareciam dispostos a enxergar além das aparências.
“Foi escolhido pelo sobrenome.” “Quem manda é o tio ou a mãe.” “Não tem voz própria.” As tentativas de diminuir sua capacidade política vinham acompanhadas de uma avaliação curiosa: seu temperamento educado, cordial e respeitoso parecia incomodar. “Não tem perfil de político”, diziam. Nos debates, apostavam, seria engolido.
A campanha começou e Lucas não mudou muito suas atitudes. Continuou com a fala mansa e mostrou que não é preciso gritar nem ofender para demonstrar autoridade. Surpreendeu nos debates, não se deixou intimidar nem ficou encurralado. Ao contrário, confrontou Efraim e foi para cima de Cícero.
Nas ruas, mostrou quem era o candidato. Ocupou espaços, arrastou multidões e demonstrou carisma. As tentativas de reduzi-lo ao sobrenome perderam força diante de alguém que construía sua própria relação com o eleitorado. Lucas mostrou liderança.
Veio a vitória e, com ela, o segundo turno da disputa presidencial. Quem imaginava que Lucas iria se recolher, descansar depois de uma campanha intensa ou evitar uma participação mais direta na defesa de Lula voltou a se enganar.
Desde o encerramento do primeiro turno, Lucas assumiu a linha de frente da mobilização em apoio à reeleição do presidente Lula na Paraíba. Chamou aliados, reuniu lideranças, convocou apoiadores e passou a conduzir manifestações em diferentes momentos da campanha. Não ficou apenas no discurso ou nas declarações de apoio. Colocou sua liderança, seu prestígio político e sua capacidade de mobilização a serviço da disputa presidencial.
O empenho chama atenção justamente porque Lucas já havia conquistado sua própria vitória. Poderia ter escolhido uma participação discreta, mas fez o contrário. Foi ao encontro de Lula, reafirmou publicamente sua admiração e parceria com o presidente e permaneceu nas ruas, demonstrando que seu compromisso político não se encerrou com o resultado das urnas.
As manifestações realizadas neste último fim de semana foram mais uma demonstração dessa postura. Mais uma vez, Lucas esteve à frente da mobilização, participando dos atos, incentivando a militância e reunindo forças em torno da candidatura de Lula. Sua presença não foi um gesto isolado, mas parte de uma atuação contínua desde o início do segundo turno.
Essa postura revela uma característica importante de quem pretende exercer liderança: compreender que a política não termina com a própria vitória. Liderar também é agregar forças, assumir posições, mobilizar pessoas e estar presente quando os aliados precisam.
Quem confundiu serenidade com fraqueza precisou rever a avaliação. Já não cabe olhar para ele apenas como o sucessor escolhido ou o herdeiro de um sobrenome. Lucas começa a escrever sua própria história, com personalidade, capacidade de articulação e disposição para assumir o protagonismo político.
E, se ainda restava alguma dúvida, sua trajetória nesta eleição e sua atuação no segundo turno presidencial deixam uma percepção cada vez mais evidente: nasce, sim, um novo líder na Paraíba.





























